terça-feira, abril 18, 2006

Cine Volante, pela terceira vez, na Casa Pequeno Davi

Com a finalidade de levar a arte e a cultura do cinema às comunidades carentes, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio de sua Fundação Cultural (Funjope), realiza a segunda edição do Projeto Cine Volante, circuito de cinema nos bairros da capital. O projeto tem como principal objetivo a divulgação da produção nacional e paraibana nas comunidades que não têm acesso ao cinema convencional. Além da exibição dos filmes, serão realizados debates com cineastas locais para incentivar os telespectadores a escreverem redações partindo do seu próprio ponto de vista sobre o que assistiram. Desta feita, a Casa Pequeno Davi recebe pela terceira vez esta iniciativa no dia 20 de Abril.

Meio do Mundo, de Marcus Vilar
(ficção, 11 min, 2005) Lançamento do cineasta, o filme é baseado no conto homônimo do escritor sergipano Antônio Carlos Viana. Um menino enfrentará transformações ao ser levado pelo pai para “conhecer o mundo”.
O Cão Sedento, de Bruno Sales
(ficção, 10 min, 2005) Na João Pessoa atual, uma mulher que se passa por prostituta utiliza o fogo de maneira cruel enquanto percorre os cenários do dia e da noite da cidade.
Imagem 1: Making Off de O Cão Sedento
Bom dia, Maria de Nazaré!, de Bertrand Lira
(vídeo documentário, 20 min, 2003) Uma rádio comunitária, fruto do sonho de um grupo de jovens da favela Maria de Nazaré, tem papel fundamental no resgate da auto-estima da comunidade e no exercício de sua cidadania. A favela é resultado da ocupação de uma área situada entre dois bairros populares da cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. De uma brincadeira de pré-adolescentes, a rádio evoluiu para um sistema de auto-falantes que atinge toda a comunidade, envolvendo crianças, jovens e adultos numa prática democrática de comunicação. O vídeo cota essa história, através de depoimentos de moradores e extensionistas da UFPB envolvidos no projeto.

Imagem 2: Bom dia Maria de Nazaré!

Assessoria de Comunicação da CPD. Fone: (83) 3241-5263 e casa@pequenodavi.org.br

segunda-feira, abril 17, 2006

II Fórum Social Brasileiro, em Recife(PE)

No período de 20 a 23 de abril será realizado o II Fórum Social Brasileiro, em Recife(PE), com o objetivo de discutir "caminhos para um outro mundo possível - a experiência brasileira". O II FSN caracteriza-se como um espaço de diálogo para os vários segmentos da sociedade civil. Participam ongs, movimentos, universitários, grupos culturais na perspectiva de construir um outro mundo possível. O II Fórum Social Brasileiro/ Fórum Social Temático integra-se ao processo Fórum Social Mundial e, como tal, é compreendido como "um espaço aberto de encontro", "plural e diversificado, não confessional, não governamental e não partidário". Mais informações consulte o site: http://www.fsn.org.br/

segunda-feira, abril 10, 2006

Projeto Escreveu e Leu Arte Nasceu é lançado em João Pessoa

Nesta quarta-feira (12), às 15h30, acontece na Escola Piollin, localizada à Rua Sizenando Costa, s/n (ao lado da Bica), a abertura simbólica do projeto Escreveu e Leu Arte Nasceu. O projeto, que teve como entidade proponente a Casa Pequeno Davi, será desenvolvido em parceria com as escolas municipais Frei Afonso, João Coutinho, Santos Dumont, Escola de Educação Especial da Paraíba (Edesp) e a organização não –governamental Escola Piollin.

O objetivo do projeto é contribuir com o processo de ensino-aprendizagem de leitura e escrita de alunos da 1ª série da Rede Pública de Ensino, do pólo Varadouro/Roger, proporcionando, assim, o desenvolvimento e a formação integral dos participantes. “As crianças e adolescentes participantes da Casa Pequeno Davi apresentam dificuldades de leitura e escrita. Como a entidade já desenvolve parceria com as escolas públicas, em comum acordo, foi decidido que deveríamos enfrentar esta questão. E como o universo de alunos é muito grande resolvemos fazer este projeto piloto com crianças da 1ª série que estão no início da formação escolar”, explicou a articuladora política da Casa Pequeno Davi, Rose Veloso.
O Escreveu e Leu Arte Nasceu é um dos cinco projetos de João Pessoa, selecionados pelo Fundos Juntos pela Educação que em parceria com os Institutos C&A e Arcor e a Fundação Vitae desenvolvem o Programa pela Educação em Tempo Integral. O programa foi criado para promover uma educação de qualidade, unindo forças da comunidade para oferecer, em tempo integral, diferentes modalidades de educação complementar à escola formal.
Quem somos: A Casa Pequeno Davi é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1985, que desenvolve atividades educacionais, artísticas e de lazer voltadas para crianças e adolescentes em situação de risco social do Baixo Roger e adjacências do Terminal Rodoviário de João Pessoa. Para participar do projeto é preciso estar freqüentando a escola pública.
Assessoria de Comunicação da CPD R- João Ramalho, 195 – Roger – Fone: 3241-5263 e 9992-4137 www.pequenodavi.org.br e casa@pequenodavi.org.br

domingo, abril 09, 2006

IV Bazar Cultural na Casa Pequeno Davi

Realizou-se no passado Sábado, 8 de Abril, o IV Bazar Cultural da Casa Pequeno Davi. A Instituição agradece e retribui a todos quantos tornaram possível este evento.

Exposição de Produtos da Oficina de Artes Plásticas da CPD

Exposição de Produtos das Oficinas de Arte em Tecido e Estamparia da CPD

Os coordenadores Dimas Gomes e Claudia Costa na Exposição

O Bazar Cultural da Casa Pequeno Davi faz parte do plano de captação de recursos da entidade e tem como propósito, através da venda dos produtos resultado das aulas nas Oficinas de Arte, captar recursos para a sustentabilidade da entidade. Foram vendidas camisetas, cangas entre outros produtos, resultado da Oficina de Estamparia; esculturas de material reciclado da Oficina de Artes Plásticas; entre outros produtos doados por apoiadores da Casa Pequeno Davi.

Venda de roupas em segunda mão

Lindalva, educadora da Casa Menina Mulher, participa na venda de roupas em 2ª mão

Antes arte do que tarde - O projeto, criado em maio de 2004, segundo Ilson Moraes, arte-educador e um dos idealizadores da iniciativa, surgiu da necessidade de envolver todos os segmentos de Arte existentes na Casa Pequeno Davi e promover o intercâmbio entre as crianças e adolescentes participantes das atividades, a comunidade do Baixo Roger, procurando atrair pessoas de outras localidades da capital, através da apresentação de atrações artísticas de qualidade do cenário cultural de João Pessoa.

Exposição de Quadros, telas, jogos e muito mais, fruto do trabalho dos meninos da Oficina de Artes da CPD

A cultura é um eixo de ação da Casa Pequeno Davi, refletida nas várias atividades desenvolvidas, a exemplo da Semana Cultural, das oficinas de música, dança e artes plásticas. O Antes Arte do que Tarde é um desdobramento da Semana Cultural, realizada todo ano no mês de novembro, cujo propósito é democratizar o acesso aos bens culturais, formar platéias, divulgar as produções artísticas locais, principalmente, as advindas da comunidade.

Apresentação Banda da Oficina de Musica da Casa Pequeno Davi

A quinta versão do Antes arte do que tarde teve como atração principal a banda de forró pé de serra, Os Cabras de Mateus, que abdicou do cachê para colaborar com a entidade. A outra apresentação ficou por conta da Oficina de Música da Casa Pequeno Davi, formada por 12 componentes, de idades que variam de 12 a 17 anos que se revezam na execução do repertório composto, na sua maioria, canções (letra e música) do próprio grupo.

Actuação da Banda de forró pé de serra, Os Cabras de Mateus

Mirley Jonnes e Lenilda Pedrosa ... dançam ao som dos Cabras de Mateus

Lindalva dá uma aula de Forro pá de Serra a Marta Figueiredo, estagiária de Serviço Social de Portugal na CPD

Ana Fonseca (ao fundo) e Helena Maroco(em frente), estagiárias de Serviço Social de Portugal na CPD, divertidas na IV edição do Bazar da CPD

Fotografia: Ana Fonseca, Helena Maroco, Marta Figueiredo

Assessoria de Comunicação da Casa Pequeno Davi R- João Ramalho, 195 - Baixo Roger JOÃO PESSOA-PB. TEL: (83) 3241.5263 www.pequenodavi.org.br e-mail: casa@pequenodavi.org.br

sábado, abril 08, 2006

Entrevista com Mário Martins, voluntário da Casa Pequeno Davi

Mário Luiz Dutra Martins, tem 34 anos e nasceu na cidade do Riode Janeiro/RJ, onde viveu sua infância até aos 12 anos num bairro pobre daBaixada Fluminense. Depois disso foi morar em Natal/RN, onde começou aparticipar de grupos de jovens da igreja católica e teve os seus primeirosdebates sobre questões sociais, tão acaloradas na década de 80: capitalismo x comunismo, má distribuição de renda, desigualdade social e outros temasafins. Com a intenção de formar profissionais socialmente comprometidos, na década de 90, então cursando Engenharia Elétrica na UFRN,ingressou na Pastoral Universitária da igreja católica, um marco na sua vida e uma rica experiência. Depois disso viveu alguns anos em Recife/PE fiscalizando obras do Governo Federal de combate à seca no Nordeste na extinta Sudene - Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste. Atualmente, em João Pessoa/PB, trabalha cominformática no Tribunal Regional Eleitoral e é Voluntário na Casa Pequeno Davi.

Marco Francisco: Como surgiu a idéia de ser voluntário na Casa Pequeno Davi e quais as suasfunções na instituição?

Mario Martins: Fui convidado pela coordenadora Ana Raquel a assistir alguns eventos eapresentações das crianças da Casa. Em tais oportunidades pude conhecer aproposta e perceber espaços carentes de profissionais, resultantes depequenas demandas pontuais que não estão no cerne dos projetos, mas que os complementam. São tarefas simples e que não ocupam muito tempo. Minhaprimeira atividade voluntária foi aprender junto com alguns educadores comofuncionava uma câmera filmadora recém-adquirida. Atualmente colaboro com aorganização e manutenção do parque computacional da Casa.

M.F: O que é, para si, ser voluntário? Como se sente ao ser voluntário na CasaPequeno Davi?

M.M: Nós, seres humanos, fomos criados para viver em comunidade. Temos relatoshistóricos de grupos que dependiam essencialmente da colaboração mútua para viver, e tantas outras histórias marcantes de pessoas que abandonaram uma vida de conforto para doar-se a alguma comunidade. O voluntariado faz parte da idéia de se viver em comunidade. É uma forma discreta, tímida, porémmuito importante, de se construir um mundo melhor para todos. Ser voluntárioé gratificante, e na Casa não é diferente. O carinho com que somos tratadospela comunidade Pequeno Davi é imenso. Depois de plantar uma pequena árvore parece que você plantou um bosque inteiro.

M.F: Qual a sua análise ao trabalho desenvolvido pela Casa Pequeno Davi ao longodestes 20 anos de serviço?

M.M: Acredito que o projeto de desenvolvimento de cidadãos socialmenteresponsáveis passa primeiro por uma formação ética na infância, seguida deuma formação político-social na adolescência, sempre acompanhada de muitoacolhimento em comunidade. E a Casa vem cumprindo bem esse papel durantes esses longos 20 anos. Além desta dimensão, para mim fundamental, há também a participação de adolescentes nas oficinas profissionalizantes, o que é muito importante para a construção da auto-estima destes jovens.

M.F: Gostaria de deixar um convite ou uma mensagem para mais possíveisvoluntários na CPD?

M.M: O voluntariado é alimento para a alma. Conheço histórias de vida quepoderiam tomar outro sentido se entrassem em contato com o trabalho detantas instituições que se dedicam a cuidar do outro. O início é muitosimples, basta se dispor a visitar, a conhecer. Não há convite maisconvincente do que aquele que vem de dentro de si próprio.

Texto: Marco Francisco / Fotografia: Marco Francisco

quarta-feira, abril 05, 2006

Formação do povo brasileiro será discutida no 2º programa de TV Ponto a Ponto de 2006

O segundo programa Ponto a Ponto de 2006 da série que trata da Educação Cidadã e Mobilização Social, que a Rede de Educação Cidadã/Talher Nacional produz em parceria com a Rede BB Fome Zero, será dia 10 de abril, segunda-feira, das 16h15 às 18h, horário de Brasília-DF. O objetivo deste programa de TV é aprofundar a formação do povo brasileiro, buscando descobrir a origem de problemas que permanecem até hoje como o racismo, a situação dos indígenas, as políticas públicas para estas populações específicas do Fome Zero.
Estarão nos estúdios da TV BB, o antropólogo Roque de Barros Laraia, professor emérito da Universidade de Brasília e autor do livro: Cultura: um conceito antropológico”. O professor integrou a primeira turma do Curso de Especialização em Antropologia Social do Museu Nacional, em 1960. Desde então, dedicou-se integralmente à Antropologia, em particular à Etnologia Indígena. Aluno de Florestan Fernandes, Roque Laraia procurou em seus estudos analisar tanto a relação entre índios e brancos, em parceria com Roberto Da Matta, quanto a organização social e a cosmologia ameríndia, em Tupi: índios do Brasil atual.
Também participará do debate a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Militante do movimento negro e feminista, Matilde cursou serviço social na PUC de São Paulo onde também fez mestrado em Psicologia Social e atualmente cursa o doutorado em Serviço Social. Integrou o grupo que elaborou o programa de governo de Lula para o combate ao racismo. Ela também fez parte do grupo fundador da Soweto Organização Negra, em São Paulo, integrou o Fórum de Mulheres Paulistas e Brasileiras e o Movimento Nacional de Mulheres Negras.
Esta série de programas sobre Educação Cidadã e Mobilização Social, realizada em parceria com a Rede BB Fome Zero, teve início em 2005 e já aprofundou temas como Mobilização Social, Erradicação da Fome no Brasil, Fundamentos da Educação Popular, entre outros. A média de participação, em cada programa, é de 120 perguntas oriundas das diferentes regiões brasileiras. O primeiro programa de 2006, realizado dia 10 de março, discutiu o tema Mulher, Trabalho e Geração de Renda.
O objetivo desta série de programas de TV é interligar toda a Rede de educadores estaduais, ao vivo, por meio da discussão de assuntos importantes para a mobilização social e educação cidadã no Brasil. Também utilizaremos este canal de comunicação para diminuir a distância entre as ações governamentais e as bases sociais.
Toda produção dos programas é de responsabilidade da área de comunicação do Talher Nacional, ligado ao Gabinete de Mobilização Social da Presidência da República. O Banco do Brasil oferece a estrutura do programa TV Ponto a Ponto, além de cerca de 2.500 pontos no Brasil onde é possível acessar o Ponto a Ponto. O programa é realizado no estúdio da TVBB, no mesmo edifício onde fica o Centro Cultural do Banco do Brasil. As pessoas participam com perguntas, por fone: 61 – 3310-7319, ou fax: 61 – 3310-7314.
Mais informações: Talher Nacional – Falar com Willian Bonfim - Fone: (61) 3411-3899 - Fax: (61) 3310-9511 - E-mail: willian.bonfim@planalto.gov.br

quinta-feira, março 30, 2006

Casa recebe visita de holandeses

A Casa Pequeno Davi recebeu, no dia 30 de março, a visita do holandes Jaime do Boer, que há 30 anos mora no Brasil e das holandesas Paula e Patrícia ter Linden. Entre 1991 e 1995 através da Fundação Frank ter Linden, na Holanda, a Casa recebeu apoio para a sua reestruturação.

Comitiva holandesa visita a Oficina de Estamparia

Sala de leitura recebe o nome de Jaime do Boer Jaime sentiu-se lisonjeado pela homenagem da Casa: a Sala de Leitura recebeu o seu nome. Para a coordenação da Casa, Boer foi um grande incentivador para organização da sala, além de sempre ter acompanhado o desenvolvimento da Casa, como assessor. Referindo-se à educação e à leitura Jaime disse que “no Brasil um dos grandes problemas é que o povo não lê”. Acrescentou que quando não se lê, a televisão e outros meios assumem esse papel. E os livros são responsáveis pela melhoria da auto-estima, reforçam os direitos humanos, e podem afastar crianças e adolescentes da rua. “Sinto-me muito feliz”. Foi a frase usada por Jaime para descrever o sentimento de voltar e rever as pessoas que estão na caminhada da Casa. Na oportunidade os holandeses visitaram os espaços que a entidade oferece para o público que atende. E conversaram com educadores/as, estagiárias, equipe técnica e coordenação.

Holandeses observam no Blog da CPD a notícia da sua visita
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Texto: Joelma Oliveira / Fotografia: Joelma Oliveira

quarta-feira, março 29, 2006

Rádio difusora comunitária: fase experimental

Nesta sexta, dia 31 de março, a Casa Pequeno Davi reúne pessoas da instituição e de grupos da comunidade para discutir sobre a Rádio Difusora Comunitária que está em fase de estruturação. As pessoas interessadas em participar do planejamento e funcionamento da rádio estão convidadas para as 13 horas, na CPD.

Reunião de elementos da Rádio Comunitária

O projeto – Em 2004, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) foram dados os primeiros passos para a implantação da rádio. A iniciativa está se tornando uma realidade para a Casa Pequeno Davi e para o bairro do Roger. O projeto surgiu com o objetivo de trabalhar a difusão dos direitos da criança e do adolescente, além de ações dos grupos e projetos existentes na comunidade. No dia 22 de março aconteceu uma reunião para agendar o encontro do dia 31 e discutir alguns pontos a título de informes.

Nome – Como a rádio não tem um nome, a Casa está pedindo sugestões às crianças, adolescentes, educadores/as, coordenadores e comunidade de um criativo e que sugira o propósito na rádio.

Reunião de elementos da Rádio Comunitária

Texto: Joelma Oliveira / Fotografia: Rose Veloso

terça-feira, março 28, 2006

“Visita Holandesa” à Casa Pequeno Davi

Na próxima quinta-feira, dia 30 de Março a Casa Pequeno Davi receberá a visita de três holandeses.

Dois deles fazem parte da Fundação Frank ter Linden (na Holanda) que apoioram na reestruturação da CPD de 1991 a 1995. Foram elementos muito importantes para a Instituição. O terceiro elemento é outro holandês, Jaime do Bóer, que desde de 1991 vem contribuindo com a CPD. Como reconhecimento do seu trabalho a sala de Biblioteca da Casa Pequeno Davi tem o seu nome.

quarta-feira, março 22, 2006

Fundo Juntos pela Educação: assinatura de convênio

No dia 21 de Março, aconteceu a solenidade de assinatura do Convênio do Projeto Fundo Juntos pela Educação iniciativa dos Institutos C&A e Arcor e Fundação Vitae. Participaram do evento representantes (diretores/as, professores/as, técnicos) das escolas públicas municipais e estaduais. Também educadores/as, coordenadores/as e voluntários/as das organizações não-governamentais que trabalharam em parceria para a execução dos projetos aprovados: quatro em João Pessoa e um no município de Lucena.

Momento da Assinatura do Convênio

Momento da Discussão da Assinatura

“Escreveu e Leu Arte Nasceu” - A Casa Pequeno Davi é a instituição proponente do Projeto “Escreveu e leu arte nasceu” que será desenvolvido em parceria com as escolas municipais Frei Afonso, João Coutinho, Santos Dumont e Escola de Educação Especial da Paraíba (Edesp), e a organização não –governamental Escola Piollim. O objetivo do projeto é contribuir, no período de um ano e oito meses, com o processo ensino-aprendizagem da leitura e escrita de 220 educandos/as de oito primeiras séries diurnas das quatro escolas públicas do pólo Varadouro/Roger na perspectiva de desenvolver a formação integral dos mesmos.

Projetos apoiados em João Pessoa

Janelas Abertas - Pia Sociedade do Padre Nicola Mazza

Vivenciando e aprendendo através das artes - Associação Deus Conosco

Escreveu e Leu a Arte Nasceu - Casa Pequeno Davi

Unidade na Diversidade pela Educação - Jovens com Uma Missão (JOCUM)

RODA, REDE! Prevenção, Letramento e Inclusão Social - Associação de Apoio ao Trabalho Cultural, Histórico e Ambiental – APÔITCHÁ.

Lourenzo Delaine apresentando o Projeto

Fundo Juntos pela Educação

O Programa pela Educação em Tempo Integral é uma iniciativa criada para promover uma educação de qualidade, em tempo integral, unindo forças da comunidade para oferecer diferentes modalidades de educação complementares à escola formal. Tem como público-alvo crianças e adolescentes de famílias de baixa renda e, inicialmente, será implantado nas cidades de Campinas (SP) e João Pessoa (PB). Foram selecionados cinco projetos em João Pessoa, os recursos para esses projetos somam aproximadamente R$ 400 mil. Os quatro projetos de Campinas receberão cerca de R$ 320 mil.

Visita às instituições

No dia 22 de março o Comitê do Fundo Juntos pela Educação visitou as instituições para conhecer o espaço físico e localização.

Equipe visita as instituições

Texto: Joelma Oliveira / Fotografia: Joelma Oliveira

segunda-feira, março 20, 2006

Casa Pequeno Davi recebe a segunda edição do Cine Volante

A Casa Pequeno Davi recebe nesta quinta-feira (23/03), às 19h30, a segunda exibição do projeto Cine Volante: circuito de cinema nos bairros, promovido pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

As exibições acontecem mensalmente e neste mês de março serão exibidos os curta-metragens Transubstancial, Alma e o vídeo-documentário Paola. A entrada é gratuita. O projeto Cine Volante, iniciado em 2005, exibe curta-metragens e vídeos produzidos na Paraíba, mas a versão deste mês incluiu o curta austríaco Um sonho impossível em homenagem as comemorações do Dia internacional da mulher.

Sinopses

Transubstancial: (Torquarto Joel, filme de ficção, 17 minutos, 2003). O universo existencial do poeta paraibano Augusto dos Anjos é apresentado através de cenas/quadros de fragmentos de seus poemas. Alma: (André Moraes, filme de ficção, com duração de 10 minutos, 2005). O olhar de uma menina sobre seu cotidiano. Numa casa isolada no interior vivem Alma e sua Avó. Num dia comum, Alma acorda e se olha no espelho. O espelho quebrado tem um reflexo distorcido da menina. Com esse simples fato ele entra num processo de questionamentos de si mesma, do existir e do mundo. Com um olhar puro, Alma observa as coisas com a admiração e espanto da primeira vez. A noite chega, finda o dia, para surgir outros como todos iguais de sua vida, e Alma continua a questionar, esse é o combustível para continuar vivendo. Paola: (Eduardo Chaves, vídeo documentário, com duração de 18 minutos, 2004). O dia-a-dia de José Bento dos Santos, mais conhecido como Paola, na pequena cidade de Caldas Brandão, no agreste da Paraíba. “Paola só conversa coisa de mulher”, diz uma vizinha. Paola luta contra o preconceito de suafamília e dos moradores da pequena comunidade onde mora.

Um sonho impossível: Uma produção francesa com duração de oito minutos, em estilo de animação e sem a presença de diálogos. Ele aborda a questão dos papéis sociais atribuídos a homens e mulheres na sociedade, como a divisão sexual, do trabalho e a desigualdade salarial existente.

quinta-feira, março 16, 2006

Início das Reuniões de Liderança das Famílias da Casa Pequeno Davi e da Casa Menina Mulher

No dia 11 de Março, na Casa Menina Mulher, deu-se início às reuniões de liderança das famílias da Casa Pequeno Davi e da Casa Menina Mulher. A sessão foi iniciada pelas boas vindas ao grupo, para o início deste novo ano lectivo. A frase de uma música, “se você olha para mim, se me da atenção, eu me vou derretendo suave numa nuvem de algodão” abriu caminho à dinâmica de quebra-gelo, onde olhar o outro era essencial. De seguida, fizeram parte outras dinâmicas com o propósito de cada participante se apresentar o grupo, e de partilhar, qual era o seu sentimento e expectativa para este ano de reuniões de liderança. A presença das estagiárias de Portugal não passou ao lado, despertando muita curiosidade, que deu origem a uma partilha cultural entre Portugal e o Brasil, através da música e da culinária.
No decorrer da reunião estruturou-se colectivamente as actividades que este ano, o grupo de liderança irá usufruir. Para cada mês se definiu o que iria acontecer, entre Oficinas de Relações interpessoais, Promoção da paz, Roda Dialogo sobre Discussão Democrática, no dia da Família uma actividade de lazer, uma visita aos espaços existentes de protecção às vítimas de violência, uma roda de diálogo sobre a roda infantil e um curso “Como educar sem violentar IV”. Para finalizar a reunião, com o exercício de relaxamento, construiu-se uma roda fechada, onde a partilha de energia positiva e coisas boas foi essencial para a tranquilidade de cada participante da reunião de liderança.
Texto: Helena Maroco
Fotografia: Helena Maroco

terça-feira, março 14, 2006

Entrevista com Edna Lopes, responsável pelo Ludo-pedagógico da CPD

Edna Lopes Nóbrega, tem 33 anos, paulistana. É educadora social na Casa Pequeno Davi e responsável pelo sector de Ludo-Pedagógico. Sempre carrega consigo uma bolsa cheia por fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo. Os amigos riem de si por isso. Agradece a força de todos os dias para brincar e aprender com as crianças

Marco Francisco: Qual a sua função na Casa Pequeno Davi e em que consiste o Ludo-pedagógico?
Edna Lopes:
Estou na Casa Pequeno Davi há 3 anos, nos dois setores: Casa Menina Mulher e Casa Pequeno Davi. Actualmente, estou integralmente na Casa Pequeno Davi. Descobri muito sobre mim durante esses anos junto com as crianças e adolescentes e com a equipe também. O mundo das crianças é a minha constante fonte de pesquisa e descobertas. Chego a referir-me a elas como “minhas crianças”. Os laços afectivos construídos são muito fortes. Dizemos que o sector Ludo-pedagógico é o cartão de visita da CPD, pois quase todas as crianças iniciam na CPD por esse sector. Nele recebemos crianças na faixa etária de 7 anos a 12 anos, que estejam matriculadas e frequentando a escola pública nos horários opostos aos da CPD, para completar a jornada ampliada na Educação deles.
M.F: Quais os tipos de actividades que propõem às crianças e quais os seus objectivos.
E.L: Nessa oficina, as crianças e adolescentes recebem um acompanhamento escolar nas tarefas de casa trazidas da Escola, procuramos através de brincadeiras e jogos educativos despertá-las para a aprendizagem prazerosa. Procuramos também trabalhar a afectividade, sociabilidade e formação humana, valores, direitos e deveres. A cada início de ano, o sector recebe novas crianças e adolescentes e a retomada do processo de sociabilização e integração com os antigos é muito importante. Ao longo desses 3 anos, as temáticas trabalhadas com as crianças e adolescentes foram sendo aprofundadas e outras surgiram devido às problemáticas que eles trazem nas suas relações sociais. Num período de 3 horas diárias são distribuídas actividades de forma que eles possam desenvolver habilidades físicas, sociais (regras), cognitivas e afectivas. Para isso dispomos de Sala de Leitura, jogos educativos, parque e campo de grama e areia para recreação, vídeos educativos para lazer e apoio da nossa coordenadora pedagógica Ana Raquel.
M.F: Quais as maiores dificuldades em trabalhar com crianças e adolescentes em risco social e como consegue contorná-las?
E.L: Uma grande dificuldade em trabalhar com as crianças e adolescentes em risco social é lutar contra a realidade social fora do espaço Casa Pequeno Davi, no fundo, o m”mundo” no qual elas vivem. Temos histórias de crianças e adolescentes que por mais tempo que tenham ficado connosco, não foi possível protegê-las do mundo lá fora. A violência física e verbal é um grande problema. Para contorná-la é feito todo um processo de desconstrução da violência, formação de valores e estabelecimento de regras. Mas, mesmo diante de inúmeras dificuldades que atravessamos durante o ano, é possível ver a transformação na vida desses educandos e de suas famílias, em relação ao lado humano. A avaliação no final de cada ano nos orienta muito para planear o ano seguinte, o que deu bom resultado, o que precisa ser melhorado, coisas novas a serem criadas.
M.F: Quais as expectativas para este ano de Ludo-pedagogico na CPD?
E.L:O sector tem a expectativa de construir junto às crianças um espaço de muita alegria, brincadeira e aprendizagem, diminuindo o alto índice de distorção de série dessas crianças.
M.F: Se voltasse ao inicio do seu trabalho de Ludo-pedagogico na CPD, o que mudaria?
E.L: Se estivesse iniciando hoje na Casa Pequeno Davi, especificamente no Ludo-pedagógico, daria o melhor de mim como profissional, que é o que tenho feito durante esses 3 anos. Não diria que é preciso mudar, mas melhorar e tentar acertar cada vez mais.
Fotografia: Marco Francisco

sexta-feira, março 10, 2006

Pequenos do Ritmo da Casa Pequeno Davi participa do encerramento das comemorações da Semana da Mulher

Actuação do Grupo de Percussão "Pequenos do Ritmo", da CPD, na Feira Mulheres em Moviento na Praça

O grupo de percussão Pequenos do Ritmo da Casa Pequeno Davi faz mais uma apresentação nesta sexta-feira (10). O show que acontece a partir das 17 horas, na Praça Pedro Américo encerra as diversas atividades em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, promovidas pela Coordenadoria das Mulheres em parceria com a SEDES (Secretaria de Desenvolvimento Social).

O Pequenos do Ritmo é o resultado do trabalho da Oficina de Percussão ministrada pelo educador Jório Silva na Casa Pequeno Davi. O grupo fundado há dois anos é composto por 14 componentes com idade que variam de 11 a 17 anos.

A proposta do grupo, de acordo com Jório, é trabalhar ritmos da cultura popular do Nordeste, como Côco, Ciranda, Maracatu, Baião, Bumba-meu-boi, Samba de Roda, dentre outros. As músicas apresentadas, explica o educador, são de autoria do próprio grupo e são criadas durante as atividades da Oficina.

Fotografia: Ana Fonseca

Assessoria de Comunicação da CPD R- João Ramalho, 195 – Roger – Fone: 3241-5263 e 9992-4137 www.pequenodavi.org.br e casa@pequenodavi.org.br

Casa Pequeno Davi expõe produtos na Praça Pedro Américo

Criança da Casa Pequeno Davi na Feira de Mulheres em Movimento na Praça
De 8 a 10 de março, a Casa Pequeno Davi expõe produtos confeccionados nas diversas Oficinas de Artes da entidade, na feira Mulheres em Movimento na Praça: fortalecendo a economia solidária, na Praça Pedro Américo, no Centro da Cidade.
Ana Virginia, da Assessoria de Comunicação da CPD, em actividade na Feira Mulheres em Movimento na Praça
No local, das 8h às 18 h, é possível conhecer e adquirir objetos feitos pelas crianças e adolescentes a partir de material reciclado, na Oficina de Artes Plásticas; o CD da Oficina de Música; o DVD do grupo de percussão Pequenos do Ritmo, da Oficina de Percussão, além de camisetas em Serigrafia, canetas, mouse pad´s, porta-moedas, chaveiros, entre outros produtos com a logomarca da Casa.
Alguns dos produtos expostos pela CPD, na Feira Mulheres em Movimento na Praça
A feira Mulheres em Movimento na Praça: fortalecendo a economia solidária faz parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher e tem como objetivo estimular a produção colaborativa, tendo como um dos aspectos fundamentais o respeito ao meio ambiente, além de proporcionar a troca de saberes e a produção coletiva.
Fotografia: Marco Francisco
Assessoria de Comunicação da CPD R- João Ramalho, 195 – Roger – Fone: 3241-5263 e 9992-4137 www.pequenodavi.org.br e casa@pequenodavi.org.br

quinta-feira, março 09, 2006

Primeira Reunião das Familias na Casa Menina Mulher

No dia 9 de Março realizou-se na Casa Menina Mulher a primeira reunião de2006 das familias. Debatendo o tema da Identidade, foi uma reunião queproporcionou às familias o conhecimento dos objectivos de trabalho de maisum ano, bem como o conhecimento de todas as mudanças que ocorreram na casa.
Estas reuniões que se realizam todos os meses, têm como objectivoprincipal promover encontros sobre as competencias familiares, estimulandoos pais a por um lado actuarem como incentivadores do desenvolvimento naescola dos seus filhos, mas também participantes do espaço e funcionamentoda Casa Menina Mulher.
Construção de painel de sentimentos e expectativas para o ano de 2006
Momento de descontracção através do cumprimento criativo

Momento final da sessão

Relações Sociais e o Desenvolvimento Social nas crianças e adolescentes.

No dia 9 de Março, a Casa Pequeno Davi, com a colaboração de Tito, proporcionou aos técnicos a segunda parte da capacitação do Desenvolvimento infantil e da adolescência.

Neste dia foi atribuído o tema das Relações Sociais e o Desenvolvimento Social nas crianças e adolescentes. A compreensão do outro, através da expressão não verbal deu inicio à capacitação, despertando em todos os participantes um grande entusiasmo e reflexão de si próprios.

No decorrer da capacitação foram explicados os relacionamentos das crianças e jovens, as suas percepções de auto-conceito, auto-estima, cognição social, empatia e simpatia. O tema da adolescência como não poderia deixar de ser, surgiu na capacitação deixando em aberto uma questão “Será que a adolescência dos dias de hoje se manifesta na mesma idade de antigamente? Ou haverá uma aceleração do crescimento?” Interrogação esta que não pode ser finalizada na capacitação visto ser como a velha história: Quem nasceu primeiro? A galinha ou o ovo?

Esta capacitação foi co-financiada pela União Europeia

Texto: Helena Maroco

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Urso CPD - Crianças, adolescentes, educadores e funcionários da Casa Pequeno Davi percorrem as ruas da comunidade para comemorar o Carnaval.

O Carnaval da Casa Pequeno Davi foi comemorado na tarde desta quinta-feira (23/02), com o desfile do Urso da CPD. O Urso, animado pelos tambores das crianças e adolescentes da Oficina de Percussão, concentrou-se na sede da entidade e percorreu algumas ruas da comunidade do Baixo Roger.
A ideia do Urso, de acordo com a equipa de educadores da CPD, surgiu da necessidade de resgatar esta expressão popular tradicional do Carnaval de rua, muito comum nos bairros de João Pessoa. Os educadores ressaltaram, também, a importância da brincadeira por se tratar de uma manifestação popular de rua e mais uma oportunidade das crianças e adolescentes da CPD interagirem com as pessoas de seu próprio bairro.
Este foi o primeiro ano do Urso da CPD e a proposta é que ele continue desfilando pelas ruas da comunidade nos próximos Carnavais.
Fotografia: Marco Francisco
Assessoria de Comunicação da CPD R- João Ramalho, 195 – Roger – Fone: 3241-5263 e 9992-4137 www.pequenodavi.org.br e casa@pequenodavi.org.br

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Cantor de música romântica de Portugal grava Cd e parte das vendas será destinada à Casa Pequeno Davi

O cantor português, radicado na Alemanha, Zezé Miranda vai lançar um CD na Copa da Alemanha e em alguns países da Europa. Parte do dinheiro arrecadado, com as vendas, será destinado à Casa Pequeno Davi. O CD, de título Trovero é um single, com duas faixas da canção romântica Balada Cheia de Amor, gravada em italiano e em português.
“A música fala de um grande amor que eu encontrei e depois vou percorrendo o mundo, tentando dividir este amor por todo o planeta”, explicou José Miranda que dividiu a autoria da letra com Antonino Pennaforte.
José Miranda ficou ao corrente do trabalho desenvolvido pela Casa Pequeno Davi, através de um amigo jogador de futebol pessoense que actua em Portugal. Diante da seriedade do trabalho resolveu ajudar. O CD está previsto para ser concluído no final do mês de Março.
Maiores informações sobre o cantor é possível obter através do site http//www.dhrecords.com/Miranda/.
Assessoria de Imprensa da CPD
Fone: (83) 3241-5263

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Projeto Cine Volante da Funjope na Casa Pequeno Davi

Casa Pequeno Davi e Projeto Cine Volante da Funjope exibem filmes para a comunidade do Roger

A Casa Pequeno Davi recebe nesta quinta-feira (23/02), às 19h30, a edição 2006 do Projeto Cine Volante: circuito de cinema nos bairros, promovido pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). O projeto iniciado em 2005 exibe curta-metragens de diretores paraibanos. Este ano foi ampliado e passa a atender 10 bairros, o dobro do ano anterior, segundo os organizadores, para atender às solicitações das comunidades e o bairro do Roger passa a integrar o circuito. Serão exibidos os filmes A Canga e Tempo de Ira e o vídeo-documentário Terra de Morada.

Sinopses

A Canga: (Marcus Vilar, filme de ficção, com duração de 12 minutos, 2000). O filme é ambientado em uma lavoura seca do sertão, onde o pai obriga todos os filhos a trabalharem arduamente e a colocarem uma canga de boi. A esposa e a nora são também obrigadas a ajudar no trabalho. O velho pai perde o controle da situação e a família reage, o desfecho será surpreendente.

Tempo de Ira: (Marcélia Cartaxo e Gisella Melo (filme de ficção, 15 minutos, 2003). Relata a história de Cícera, única filha da família Candóia que restou, após 20 anos de tragédia, ela cuida da mãe doente. A personagem principal vive o dilema de fugir da seca do Sertão com seu namorado, Quinzinho, ou continuar cuidando de sua mãe.

Terra de Morada: (Durval Leal, vídeo documentário, 14 minutos, 1997). O documentário mostra a vida de 453 famílias que vivem no assentamento da Fazenda Santa Catarina, na região do Cariri paraibano, e que continuam plantando e cultivando hábitos que passam de geração a geração há vários séculos.